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BEM VINDO AO VALE DOS HOMOSSEXUAIS


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*** RPG *****

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1 *** RPG ***** em Dom Set 13, 2015 11:29 pm

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2 Re: *** RPG ***** em Seg Set 14, 2015 12:45 am



David LaGuerta – 18 anos

”David, amorzinho... David. David!”
Ouvia enquanto algo chacoalhava seu ombro sem parar, fazendo-o acordar do seu precioso sono. Abriu os olhos lentamente, quase não conseguindo ver qualquer coisa, cego pela luz do sol atrás do ser humano que estava em pé à sua frente.
- Ow... O que foi? – bocejou, sentando-se na cama e esfregando os olhos. Assim que os abriu novamente pôde ver quem era. Sua mãe. - Ah, mãe. Por que tá me chacoalhando tão cedo? – perguntou, com cara de sono.
”Ah, David, você não tem jeito.” – a mulher deu um suspiro, em seguida colocando as mãos na cintura. ”Hoje é seu primeiro dia de aula! Vá logo se arrumar senão vai se atrasar!” – alertou. E isso foi como um despertador. David arregalou os olhos e saiu da cama em um pulo.
- Caral- – parou de falar - Caramba! – corrigiu-se - Eu tinha esquecido, foi mal. – correu para o armário e pegou uma toalha limpa, fazendo seu destino ao banheiro logo depois. Sua mãe apenas deu outro suspiro e saiu do quarto.
Primeiro dia de aula... O que pode acontecer de impressionante? – pensou ele. – ... Charles. – revirou os olhos com a lembrança. Teria que fugir dele hoje também? Não estava mais aguentando a perseguição. - Mas que merda, por que eu fui beber naquele dia? – socou a parede com o pensamento.
Respirou fundo e tirou a roupa, entrando em seguida no box e iniciando um banho rápido. Não teve nem tempo de cantar, como geralmente fazia, estava apressado. Não por ele, e sim pela mãe dele, que detestaria que seu filho chegasse com uma advertência de “atrasado” logo no primeiro dia de aula.
Saiu do banho e enxugou-se, voltando para o quarto em seguida e vestindo-se com roupas normais que ele costuma usar todos os dias. Não estava tão empolgado para pensar algo novo.
Desceu as escadas e correu para a cozinha, pegou um pacote de doritos e saiu de casa sem preocupar-se em despedir-se dos pais. Café-da-manhã nada saudável, sim, mas não tinha muita opção. Se sua mãe o visse tão desanimado para o primeiro dia, o que diria? “Ah, eu tenho que fugir de um gay que tá tentando me convencer de que eu não sou hétero, sabe, acontece.”?
Enfim, chamou um táxi e foi à escola. Certificou-se de pedir ao taxista para que parasse pelo menos uma esquina antes da escola, assim ele poderia entrar por outra entrada, uma bem mais escondida, e suas chances de acidentalmente encontrar-se com o Sr. Gay reprovado – apelido carinhoso do David para o Charles – diminuiriam.
Pagou o Táxi e entrou na escola sem muita gente notar. Olhou para os lados... Nada de Charles. Suspirou de alívio.
- Espero que não me ache pelo resto do dia. – deitou-se num banco que tinha por perto e fechou os olhos. Não faria mal relaxar um pouco, certo? Afinal, ele não estava num lugar muito visitado, não tinha muito risco de ser achado ali.



Pietro R. Ulrich – 18 anos

O sol já estava nascendo, e lá estava Pietro acordado. Passou a noite em claro, andando pelas ruas sem nada para fazer, algo que já se tornou normal na vida do garoto. Odiava a ideia de ter que voltar para a escola, eram ótimos seus momentos em que trocava o dia pela noite, uma pena que teria que acordar cedo.
Por sorte estava perto de casa, e não demorou muito para ir andando até lá, ainda deu tempo de tomar um banho rápido e pegar uma torrada antes de ir para o inferno. Mas apesar dos pesares, ele não tinha nenhuma vontade de andar mais do que já andou, queria pelo menos ter uma carona até o lugar, não seria pedir muito... Ou seria? Para o pai do garoto, seria.
Desceu as escadas da casa, indo até a sala para encontrar o velho jogado no sofá, comendo pizza gelada e tomando cerveja enquanto assistia uma gravação de um jogo de futebol – gravação na qual que ele assistia todos os dias, por algum motivo que Pietro não sabe, nem quer saber -. Aproximou-se dele e começou a olha-lo com um olhar frio, esperando que ele desviasse a atenção da televisão.
- Ei. – teve que chama-lo, afinal. O homem finalmente olhou para Pietro, devolvendo o olhar frio. “O que foi desta vez, pirralho?”, praticamente cuspiu as palavras em direção ao filho.
- Me dê carona. – curto e grosso, é assim que trabalha. Não houve respostas pela parte do outro, ele apenas virou a cara e continuou a assistir o maldito jogo. Até de longe pudera perceber que aquilo era um “não”. - Obrigado. – ironizou, por fim saindo dali. Iria usar o pouco do dinheiro que tinha para pagar um taxi, mesmo. Para quê pegar ônibus? Á esta hora está lotado de gente, coisa que não é muito agradável para ele.

Ligou então para um taxista, que levou-o para o tal colégio. Ao chegar lá, pagou o homem e saiu do carro, parando em frente ao portão, observando o lugar. É uma droga ser novato, para Pie. Nada legal acontece com novatos, além dos babacas metidos insistirem em perturbar a paciência de qualquer um que anda por ai.
Por isso, nada melhor do que dar o primeiro mergulho na piscina do colégio, única coisa que Pietro apreciaria ali. Bem provavelmente mataria muitas aulas naquele lugar, já que o acalma tanto.
Claro, quando não há a presença de qualquer outra pessoa no local.

Não demorou muito para achar a piscina, era dentro de uma área fechada com paredes azuis e desenhos de água nela. Nada chamativo.
Dirigiu-se para dentro do lugar e, por sorte, não havia ninguém. Paz. Finalmente. – permitiu-se dar um suspiro, seguido de um sorriso sincero. Será que um dia amaria alguém como ama a água?
Tirou sua camisa e seus sapatos, encostou a mochila em algum lugar aleatório e correu para mergulhar. Estava apenas de calça, nem sunga tinha, mas não via problemas nisso. Claro que depois teria dificuldades para achar o que vestir, mas o futuro não importava para Pietro no momento, e sim a sensação de calma que ele estava sentindo ao nadar naquela água.



Adam Meinhard – 18 anos

Acordou de um sono profundo ao rolar para o lado e acidentalmente cair da cama, um ótimo jeito de começar o dia quando Adam preferia nem mesmo ter acordado. O loiro sempre mantém um pensamento suicida na cabeça, mas não tem coragem suficiente para realizar o ato. Não, ele não é otimista e pensa que um dia as coisas vão melhorar para ele sem que mova um músculo para que isso aconteça, ele é simplesmente covarde. Não tem coragem para se suicidar e não tem vontade de viver. Uma bela combinação, não?
Talvez sua mãe estivesse certa, no final das contas, de manda-lo para um psicólogo.
- Bom dia, raio de sol. – bufou com sarcasmo - E com “bom dia” eu quero dizer: vai se foder. – sim, ele estava falando com o sol, ou melhor, insultando-o.
Levantou-se do chão e espreguiçou-se, bocejando. Ele ainda teria que ir para a agência para ter seus olhos cegos por flashes e ouvir seus queridos colegas de trabalho que o odeiam como ele os odeia, falando mal do garoto pelas costas ou até mesmo na cara dele. Não é como se Adam ligasse para isso, aliás, ele faz por merecer.

Fez seu caminho ao banheiro e tomou um banho consideravelmente demorado. Uma das exigências para o seu trabalho é: não estar fedido. Não é tão ridículo quanto parece, afinal, do que adianta ser um modelo bonito se as pessoas não querem chegar perto de você para tirar fotos? É a lógica do dono da agência.
Após terminar o banho, trocou-se. Pôs uma roupa qualquer e saiu de casa sem comer nem um pão. Chamou um táxi e foi direto ao trabalho, começar sua entediante rotina.
Chegando lá, visto que tinha alguns minutos antes da sessão de fotos começar, resolveu comprar um café para despertar ao menos um pouco. Foi à única cafeteria do local e pediu por um Capuccino.
“Aqui está, senhor, obrigada por sempre comprar com a gente!” – a moça gentil o entregou o copo de café enquanto sorria.
- Não me agradeça, o café daqui é uma droga, mas é minha única opção. – nem esforçou-se a devolver o sorriso, apenas virou-se e saiu, deixando a moça para baixo.



Henry Clarence – 27 anos

Estava deitado naquela “cama” – se é que pode ser considerado uma cama – desconfortável, olhando para o teto com uma cara de tédio enquanto cantarolava “Take Me To Church.
Hoje seria o dia que Henry sairia daquele inferno. Para um homem arrumado como ele, a prisão não é nada convidativa. Na verdade, para ninguém é. Ele já estava cansado de usar aquela mesma roupa laranja brega e comer gororobas que nem sequer podiam ser chamadas de comida. Tudo ali era um saco, até mesmo as pessoas.
”Ei, olhos azuis.” – uma voz masculina o chamava da cela vizinha. Henry ignorou. ”Hey, olhos azuis, eu tô falando contigo, caralho.” – o homem insistiu.
Ele revirou os olhos, levantando-se e indo até a grade, apoiando-se na mesma e encarando o homem na cela do outro lado do corredor.
- O que você quer? – perguntou.
”Fiquei sabendo que você vai ser solto hoje.” – ele disse, com um olhar interessado.
- Vou. – respondeu seco.
”Tem como me fazer uns favores lá fora?” – com esse pedido, Henry revirou os olhos mais uma vez.
- Ah, pelo amor de Deus, eu não sou estúpido. Se vire. – falando isso, virou-se para voltar à “cama” e deitar-se até chegar seu momento de ir ver a luz do sol, finalmente.
”Henry Clarence.” – ouviu uma voz diferente atrás de si. Curioso, virou mais uma vez. Era um policial com cara de mal humorado. Sem falar nada, ele abriu a jaula, permitindo que Henry saísse. ”Me siga.” – falou, começando a andar.
- Oh, finalmente! – suspirou de alívio e sorriu, em seguida saindo da maldita cela e seguindo o guarda, que andava para fora da parte de detentos da delegacia.
Era uma sensação ótima estar saindo dali, nada melhor.
O guarda entregou uma sacola com roupas e alguns objetos para Henry, claramente, os pertences dele que o foram tomados antes de ser preso.
” Você está livre.” – simplesmente disse e saiu dali.
- É, eu sei. – disse, indo ao banheiro se trocar. Poderia tirar aquele macacão laranja finalmente! Estava com tanta saudade de usar terno, não podia nem expressar seu alívio no momento.
Enfim, trocou-se e devolveu o macacão à recepção. Depois de fazer isso, saiu definitivamente do local. Apenas de ver os carros passando, sentir a brisa do vento tocar seu rosto, os raios de sol penetrarem seus olhos, se sentia ótimo.
Antes de fazer qualquer coisa, sentou-se num banquinho que viu por perto e fechou os olhos, relaxando. Depois pensaria no que faria com a sua vida, por agora, só queria aproveitar o momento de liberdade depois de três anos preso.



Robert Lawrence – 17 anos

“Rob, querido, acorde!” – sua tia cutucava seu ombro levemente, com objetivo de acordar o garoto. ”Suas aulas voltam hoje, querido.” – ela sorria, parecendo bem humorada.
Robert levantou-se levemente, permanecendo sentado na cama. Bocejou e abriu os olhos de uma vez.
- Bom dia, tia. – deu um sorriso gentil e sincero. Não estava assim tão animado para a escola, mas não queria tirar o sorriso do rosto da única pessoa que o ama nesse mundo. - Eu vou me trocar, depois desço para comer. – disse, levantando-se da cama. Sua tia apenas sorriu e assentiu, em seguida saindo do quarto e deixando-o sozinho no quarto.
Ele suspirou, indo ao banheiro. Tomou um banho gelado e rápido, enxugou-se e colocou uma roupa confortável. Tentaria permanecer invisível, como sempre foi, naquele colégio.
Desceu as escadas e encontrou-se com a sua tia. Sorriu e foi até ela, tomaram café-da-manhã juntos, então despediu-se e saiu de casa.
Chamou um táxi que o levou para a escola. Chegando lá, pagou o moço e saiu do carro. Não preocupou-se em andar rápido, até porque não estava com pressa. Entretanto, esforçou-se para permanecer com um sorriso no rosto e entrar no colégio, pretendendo ir para algum lugar vazio ficar sozinho e refletir sobre a vida, quem sabe até desenhar coisas aleatórias.
Tinha isso em mente, mas não pôde cumprir seu objetivo por causa de alguns garotos que apareceram na sua frente e começaram a o olhar feio.
- H-hum... P-posso ajuda-los? – tentava disfarçar o nervosismo, obviamente sem sucesso.
Os garotos deram risos sarcásticos e um deles bateu propositalmente nos livros que o Rob carregava nas mãos, fazendo-os cair no chão.
”Não é você o pirralho viado do segundo ano?” – o mesmo rapaz que derrubou seus livros, cruzou os braços.
Rob abaixou-se imediatamente para pegar os livros caídos. Estava se sentindo extremamente desconfortável ali. É nesses momentos que ele gostaria que um super-herói aparecesse para salva-lo.
- ... Sou do terceiro, na verdade... – corrigiu-o baixinho. Isso aborreceu o cara, que deu um passo para a frente e um olhar ameaçador. Consequentemente, Robert deu dois passos para trás e um olhar duas vezes mais assustado. - P-por favor, não façam nada comigo... – implorou.



Joshua Gail Ignition – 19 anos

Joshua passou a noite acordado, tudo isso para vagabundear pela cidade, mesmo sabendo que no dia seguinte havia escola.
Ele odeia escola, não faria a menor diferença, também. Não via a necessidade de ir para um lugar onde tentam mandar em você e na maioria do tempo é obrigado a ficar com a bunda na cadeira, escutando alguém falar sem parar sobre coisas que você não está nem um pouco interessado em saber. Principalmente matemática, céus, como ele odeia matemática.

Ao menos deu-se o trabalho de tomar um banho, já que estava podre. Trocou-se com o uniforme e desceu as escadas, vendo a sua irmãzinha deitada no sofá, assistindo desenho animado. Deu um pequeno sorriso ao observa-la, a pequena era a única que não tirava a paciência de Josh, e sim dava-o.
Foi até ela e acariciou a cabeça da mesma, chamando a atenção dela.
"Já vai para a escola, Josh? Boa sorte no seu primeiro dia!" - a pequena disse, com um sorriso no rosto.
- Obrigado, Bea. – agradeceu, novamente dando um sorriso, raro da parte dele.

Foi-se em direção a porta e saiu de casa, sem tomar café da manhã. Tanto faz, buscaria algo para comer depois, nem sabia se iria mesmo ficar na escola ou se iria fugir daquele inferno.
Chamou um táxi que o levou direto para o lugar, já que não tinha saco de ir andando e nem de pedir carona para a mãe, que o atormentaria o caminho inteiro.

Chegou no tal lugar e passou pelos portões, arqueando as sobrancelhas ao ver um lugar tão aparentemente harmonioso. Ele queria que um meteoro caísse encima do prédio e tudo se quebrasse em pedacinhos. Séria ótimo.



Última edição por Fernoquinha em Seg Set 14, 2015 3:02 am, editado 5 vez(es)

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3 Re: *** RPG ***** em Seg Set 14, 2015 12:47 am

TURNOS

Charles Lestrange — 20 anos
Não era algo de se orgulhar estar no terceiro ano do ensino médio com vinte anos. Charles não se orgulhava nada disso, mas não tinha outra escolha. Repetiu tantas vezes que os professores reviravam os olhos quando entravam na sala e o viam no típico lugar de sempre: O fundo. Viu as turmas se formarem, viu novas pessoas chegarem. Não tinha culpa, precisava se preocupar com outras coisas - Como, por exemplo, ir atrás de David. Desde aquela festa de dois anos atrás, onde os dois tiveram um caso, ele não conseguia esquecer o garoto. O mais engraçado de tudo era o jeito que o outro estava o tratando, sempre lhe dando foras e o desprezando. Agora me dá fora, mas na festa me deu outra coisa, era o que ele sempre respondia. Mas tudo bem, um hora ou outra David seria dele novamente. Neste ano, estava empenhado em conseguir conquistá-lo de vez. Também havia prometido que estudaria, mas isto pode ser deixado para depois. Mais um ano no colégio não irá fazer mal à ninguém.
Acordou e viu que já estava atrasado — Ótimo — Resmungou, levantando-se da cama e fechando as cortinas. Odiava aquele sol matinal batendo no rosto e deixando ele cego. Passou a mão no cabelo e foi até o banheiro para poder tomar um banho. Não estava nem aí se atrasaria ou não no colégio, já estava fodido mesmo. Ligou o chuveiro e tomou um banho breve, não podia gastar muita água, afinal, seus pais haviam parado de lhe mandar dinheiro quando souberam que o filho havia repetido de ano novamente. Precisava arrumar um emprego logo.
Já trocado, o rapaz foi até a cozinha para ver o que tinha de bom para comer - A resposta foi um ecoado nada. Abriu os armários e achou uma caixa de cereais, ótimo. Pegou a garrafa de leite na geladeira e colocou tudo numa tigela. Aproveitou para assistir um pouco de televisão. Quando já estava alimentado e pronto, saiu da sua casa. Checou a caixa de correios e viu um aviso da companhia de luz, avisando que se não pagasse as contas teria a energia cortada. Eu definitivamente preciso de um emprego, pensou, enquanto soltava um suspiro e guardava a carta na mochila. Cumprimentou seus amigos moradores de rua que sempre ficavam na praça perto de sua casa e então chamou um táxi, usando os poucos dólares que lhe sobravam pagando a corrida. Foi deixado em frente a escola, e então entrou. Os funcionários lhe olhavam e balançavam a cabeça negativamente, provavelmente pensavam que ele é um sem futuro. Bem, estão certos. Charles era definitivamente um sem futuro. Um sem futuro que perambulava agora pela escola, à procura do garoto que lhe ignorava há dois anos.


Travis McConnell — 19 anos
— Mas que porra, Elliot, pode me deixar em paz? Eu não quero nada com você, você fez sua escolha quando me deixou. Agora pare de me ligar, caralho — O rapaz brigava pelo telefone com o ex-namorado, enquanto seu tio Michael lhe batia na porta do quarto, enfurecido e gritando para que seu sobrinho se apressasse. Travis desligou o celular e o jogou com força na cama, correndo para abrir a porta e olhando o homem velho fixamente — PARE DE GRITAR NA PORRA DA PORTA DO MEU QUARTO — E, com força, ele fechou de novo, se jogando na cama e fechando os olhos. Sua respiração estava rápida e sua cabeça latejava, desde que Elliot o largou daquela maneira, Travis se encontrava bastante estressado. Não porque ainda estava triste pelo término do relacionamento, nada disso, já havia superado. O problema é que o outro havia encanado de vez com ele e agora não o deixava em paz de modo algum. Estressante.
Levantou-se da cama e foi até o guarda-roupa pegar algo para vestir, irritado ou não precisava ir à escola. Diversas peças de roupas caíram no chão, o que causou mais uma série de palavreados. Socou tudo de volta no armário e em seguida foi tomar um banho. Seu tio já o esperava no carro, então quando terminou apenas pegou uma maçã e foi para o automóvel. Os fones de ouvido estavam como sempre no máximo. Não trocou nenhuma palavra com o homem no caminho inteiro. Travis não gostava dele, então não tinha porque conversar.
O carro parou em frente à um prédio de estrutura meio antiga. Que lixo, ele pensou enquanto se retirava do automóvel com sua mochila nas costas. Não se preocupou em dar tchau para o homem, foi rapidamente procurar um canto na escola em que poderia fumar em paz, já sentia a falta da nicotina.
Por mais que procurasse, não conseguiu encontrar nenhum lugar livre sem ser a parte da piscina, então foi para lá mesmo, por mais que fosse um local fechado. Jogou sua mochila num canto qualquer e sentou-se no chão. Tirou o maço de cigarros de um dos bolsos e o acendeu usando seu isqueiro. Tragou-o algumas vezes e sentiu algo vibrar no bolso - Seu celular. Retirou o aparelho e apertou o botão para ver o que era. Uma mensagem. Elliot.
"Eu ainda te amo, T :-["
Revirou os olhos. Como poderia ser tão descarado? Ele havia usado o moreno, todo esse tempo. Sem pensar duas vezes, digitou a melhor resposta que poderia lhe dar.
"Eu não ligo."
Jogou o celular em cima da bolsa então e olhou ao redor. Arregalou um pouco os olhos ao notar que havia outra pessoa lá, dentro da piscina. Mas por onde havia entrado? Nem tinha notado que estava lá. Enfim, ele não ligava. Se a pessoa pedisse para que ele se retirasse, ele provavelmente mandaria este para o inferno. Não estava para gracinhas.


Jared Bradford — 18 anos
Jared acordou mais cedo que o normal - Talvez porque estivesse ansioso demais para seu primeiro dia de aula do terceiro ano. Nem conseguia acreditar que, depois de tanto tempo na escola, neste ano ele poderia enfim terminar aquele colégio e ir para a faculdade. Tinha planos de, após o fim dos seus estudos, ir para o Massachusetts cursar sua tão sonhada Harvard. Já havia feito alguns testes e percebera que tinha total condição para estudar na faculdade, agora precisava apenas entrar nela. Queria cursar Direito, já que sempre se viu muito interessado em tal curso.
Decidiu parar de sonhar tão alto e sair de sua cama. Não passou muito tempo se arrumando para ir para lá, apenas tomou um banho rápido e vestiu uma roupa que se sentisse confortável. Pegou sua mochila, que desde semana passada já estava arrumada e seu celular, checando para ver se não havia nenhuma mensagem de seu "amigo" Adam. Desde que o conhecera, sentiu que tinha uma pequena paixonite não-correspondida pelo garoto, que era um pouco... Como podemos dizer?... Antipático. Suspirou brevemente e saiu de seu quarto, descendo as escadas e se deparando com sua mãe na cozinha, cantarolando enquanto arrumava a mesa para o café. Teve que sorrir, desde que seu pai havia os deixado e a mulher havia descoberto que estava com câncer, era raro vê-la feliz. — Bom dia, mãe. Eu já lhe disse que a senhora não precisa arrumar a mesa, eu faço isso — Disse, enquanto ajudava ela a pôr as coisas. Susan riu.
— Jared, você não precisa ficar se preocupando tanto comigo. Eu já estou quase boa! — Ela falou, dando um beijo na cabeça do filho. Ele suspirou.
— Eu sei, mas ainda sim não é bom arriscar.
Após o café, Jared se despediu de sua mãe e pegou as chaves do carro, que havia ganhado da mesma no seu aniversário de dezesseis anos. Entrou no automóvel e dirigiu até a escola, estacionando num lugar em que os valentões não o estragassem na recepção dos calouros. Era sempre assim, todo ano que uma turma nova chega, eles os recebem com comidas e outras coisas que sujam. Os carros ficam acabados, por isso que o menino decidiu prevenir-se desta vez. O trancou com o alarme e então entrou no colégio, procurando um banco para se sentar até que o sinal não tocasse.


Nicholas Mitchell — 18 anos
Se não fosse por sua mãe, Nick não teria acordado aquela manhã. Ficou até de madrugada numa festa, e agora estava parecendo um zumbi andando pelo quarto à procura de uma roupa decente para o seu primeiro dia de aula. Era claro que ele precisava de algo bonito, ele era líder do jornal do colégio, era sua obrigação estar apresentável.
Logo após ter tomado seu simples banho de vinte minutos e já estar totalmente arrumado para a escola, ele desceu. Seu pai, como sempre, estava com pressa, então teve de comer uma simples torrada de café da manhã. Despediu de sua mãe e foi para o carro, onde seu pai já o esperava. Infelizmente o homem não deixava o garoto ir para a escola com o veículo, ele não confiava nas pessoas de lá.
— Nicholas, você já está no terceiro colegial. Já está decidido a carreira que vai seguir? Eu não vou admitir filho meu desempregado na minha cas...
— Sim, pai, eu já decidi — Ele revirou os olhos, cortando o pai — Quero fazer jornalismo. — Respondeu. Seu pai não lhe disse nada, apenas assentiu, mas o garoto deduziu que ele estivesse pensando em como arranjaria uma vaga para o filho no The New York Times. Uma das vantagens de ser um dos maiores investigadores da cidade era essa, ele tinha muitos contatos.
Nicholas foi deixado na escola, e logo uma legião de amigas, ou melhor, seguidoras do garoto apareceram. A maioria eram líderes de torcida que queriam que ele publicasse sobre o novo relacionamento delas no jornal. Era por isso que ele achava meninas tão estranhas. Adoravam receber a fama de vadia, quem gosta disso? Ainda bem que eu sou gay, ele pensava toda vez que ouvia essas pérolas vindo das garotas. Apenas deixou suas 'fãs' de lado e foi até a sede do jornal para assinar os papéis, rezando para que nenhum novato otário tivesse entrado. Eles fazem muita besteira.


Chris J. Laurent — 19 anos
— ... E não se esqueça que hoje às três e meia você tem consulta no... Chris, está me ouvindo? — A mulher repreendeu, olhando séria para o filho que parecia não ter ouvido nada que ela disse.
— O que? — Ele perguntou, provocando um suspiro cansado da mãe.
— Você não ouviu nada dos meus avisos, não é? Meu Deus, eu não sei o que fazer com você. Enfim, estava dizendo que... —
— Mãe, eu sei o que a senhora disse. Nada de aproximações, nada de amigos. Caso eu esteja tendo um crise, eu preciso pedir para sair da sala imediatamente e ir tomar os medicamentos. Nada de estiletes, facas, cordas ou qualquer objeto que possa ser usado para um suicídio perto de mim. E eu tenho consulta no psiquiatra às três e meia. — Repetiu, do mesmo modo que sua mãe tinha dito anteriormente. — Eu sei o que tenho que fazer, ok? Não sou mais nenhuma criança — Murmurou, vendo o carro parar diante o prédio do colégio. Era seu primeiro dia na escola desde seus doze anos, onde passou um tempo internado e recebendo aulas com professores particulares. Estava um pouco nervoso, e o jeito que sua mãe falava só piorava as coisas.
— Hm... Certo. — Ela fez uma pausa e sorriu para o filho. — Fique tranquilo, querido. É só seguir o que a mamãe lhe disse que tudo ficará bem. Estou muito feliz que você tenha aceitado voltar para a escola depois de tanto tempo, apesar de sentir que você devesse ficar tendo aulas em casa.
— Eu já tenho dezenove anos. Não posso ficar o tempo todo dentro de casa, eu preciso ver outras pessoas, eu preciso viver um pouco. Não quero que minha doença atrapalhe toda minha vida, só o que ela já me fez fazer está de bom tamanho — Revirou os olhos, abrindo a porta do carro e se retirando de lá. Ajeitou a mochila nas costas e virou para se despedir da mãe. — Até mais, mãe. — E bateu a porta, começando a caminhar para o prédio. Sentia-se estranho, não imaginava que o ensino médio teria tantas pessoas tão... diferentes o encarando daquela maneira, como se fosse um alien. Estava voltando a pensar se não era uma boa ideia ter aulas na sua casa.


Harry Atwood — 18 anos
Os raios de sol que entraram pela janela acabaram por despertar Harry. Mais um ano letivo se começaria hoje e ele não se encontrava nem um pouco contente com isso. Apesar do pouco de esperança que lhe restava, ele no fundo sabia que nada mudaria. O bullying não ia parar, nunca pararia.
Sentou-se na cama e suspirou levemente, observando seu quarto. Pôs-se de pé e caminhou até o banheiro de seu quarto, para poder tomar um banho. Tirou a camiseta de mangas longas e se olhou no espelho. Estava horrível. Seus braços e parte do abdômen estavam cobertos de cortes e pequenas queimaduras. Alguns estavam até vermelhos ao redor, estes haviam sido feitos na noite passada após ter apanhado de seu pai. O homem havia o espancado sem motivo algum mais uma vez. Foi muito doloroso.
As olheiras dele também estavam péssimas, justamente por causa da noite mal dormida. Você é um derrotado, pensou e suspirou novamente e terminou de se despir, logo indo para o banho.
Não foi algo muito demorado, afinal não queria se atrasar logo no primeiro dia. Sua roupa não foi nada muito produzido, apenas vestiu uma camiseta do Green Day, sua calça skinny preta e calçou seu velho all star. Não se esqueceu de colocar também sua jaqueta de moletom, algo que para ele já era indispensável. Pegou sua mala com seus pertences e saiu do quarto. Chegou à cozinha e seu pai já estava lá, tomando café junto com seus dois irmãos: Jessie, de catorze anos, e Theo, de vinte. Ignorou o estômago roncando e parou na porta, observando os familiares que pareciam muito bem sem ele. — Olha se não é o viadinho — Seu pai soltou para o garoto, sem ao menos tirar os olhos do jornal. Harry desviou o olhar, chateado, mas respondeu o pai com educação, tentando ignorar o comentário  — Bom dia para o senhor, pai. — Disse, com uma voz baixa. Sua irmã tomou um gole do café e olhou para o irmão parado na porta — Quando você vai embora, hein? Não aguento mais ter que dizer para as pessoas que você é meu irmão, dá vergonha  — A menina disse. Vergonha da família, essa era nova para Harry. Mais uma coisa para ele se autonomear. — E-Eu já estou indo, só queria me despedir... — Murmurou. Escutou a irmã falar um "já vai tarde" e mordeu o lábio inferior, algo que sempre fazia quando estava nervoso/triste. — Bem... Eu... Amo vocês. — Sorriu falso, segurando o choro. Esperou alguma resposta, mas nem mesmo seu irmão mais velho, que aparentava ser o único que gostava de Harry, respondeu. Virou-se então e saiu de casa. A sua sorte era de que não necessitava depender de carona, já que tinha um carro para si mesmo. Colocou a chave, mas não deu partida. Não conseguiu. Apenas abraçou seus joelhos e pôs-se a chorar. Não entendia o motivo de tanto ódio recebido de sua família. Não entendia porque todos o tratavam daquele jeito, tão rudes. Só por que era diferente? Isso não era motivo. Talvez o problema fosse que ele é um grande insuportável mesmo.
Após ter se acalmado um pouco, enxugou suas lágrimas e deu partida no carro. Deu uma olhada rápida no retrovisor e viu os olhos vermelhos por causa do choro. Ótimo, mais alguma coisa para acrescentar na sua péssima aparência.
Alguns minutos depois, já estava na escola. Avistou muitas pessoas, tanto novas como veteranas, adentrando o colégio. Estacionou seu carro num lugar qualquer e caminhou em direção ao prédio. Pessoas desconhecidas o encaravam, talvez por causa da sua aparência terrível, mas ele tentou ignorar. Olhou para os lados para ver se avistava sua única amiga, mas não viu nada, então começou a dar voltas pelo colégio. Avistou um garoto cercado de outros rapazes maiores que não estavam com uma cara boa. Outra pessoa sofrendo bullying?, se perguntou, enquanto se aproximava. Não podia deixar que aquele menino passasse por aquilo, já não bastava ele. Chegou perto o suficiente e cutucou o braço de um dos garotos. — Por que vocês não arrumam outra coisa pra fazer, ao invés de bater nos menores? — Perguntou, vendo eles se virarem com ódio pra ele. Engoliu seco e fez um sinal para que o garoto saísse correndo. Vendo que o maior dos garotos iria lhe bater, ele se apressou em sair correndo, sem se importar se eles poderiam lhe alcançar ou não. O importante é que ele tinha ajudado aquele garoto, isso era suficiente.



Última edição por sweetchemical em Seg Set 14, 2015 10:52 pm, editado 2 vez(es)

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4 Re: *** RPG ***** em Seg Set 14, 2015 10:00 pm



Robert Lawrence – 17 anos

Um dos garotos continuavam a aproximar de Robert, que já tremia de medo do que estava para acontecer. Por sorte, um garoto loiro apareceu para ajuda-lo, despistando a atenção dos caras para ele.
Rob entendeu que era para ele correr, mas simplesmente não conseguia correr sabendo que alguém iria se machucar por ele. Não queria apanhar, muito menos deixar alguém apanhar no seu lugar.
Com isso, não pensou duas vezes antes de atirar um de seus cadernos na cabeça do cara que estava mais perto do loiro, fazendo-o cair e, consequentemente, chamando a atenção dos outros para si.
- E-er... – recuou um pouco ao perceber a merda que tinha feito. No exato momento que os três começaram a correr em sua direção, pôde-se ouvir uma voz feminina e velha os interromper.
“Rapazes!” – era a diretora. Ela cruzou seus braços e franziu o cenho, fazendo que os três parassem de correr e ficassem com um olhar amedrontado na cara. Com Robert não foi diferente. ”Robert, eu nunca o vi cometer um ato de violência como esse antes!” – disse, caminhando em direção à ele.
- Senhora, e-eu, posso expl.-...“Silêncio.” – interrompeu. Ele obedeceu.
“Quero todos vocês na minha sala AGORA. Você também, Harry.” – virou-se e foi em direção à diretoria.
- Certo... – suspirou. Ele achava isso tudo uma injustiça, afinal, só fez o que fez para proteger uma pessoa, o que tem de errado? Sem contar que o errado da história nem era ele.
“Você vai se ver com a gente, viadinho do segundo ano.” – os rapazes ameaçaram, enquanto seguiam a diretora.
- Já disse que sou do terceiro... – corrigiu-os mais uma vez, por mais que não fosse adiantar de nada já que eles nem ouviram.
Olhou para o lado e viu o loiro, que agora sabia que se chamava Harry. Era por culpa do Robert que ele havia se metido nisso tudo, afinal, só queria ajudar.
Andou até ele um pouco envergonhado e com a cabeça baixa. O rapaz já não parecia muito feliz, estava com a aparência péssima, e ainda tinha que passar por tudo isso. - Me desculpe... – pediu.



Pietro R. Ulrich – 18 anos

Continuava nadando de um lado para o outro, aproveitando a falta de pessoas naquele lugar. Esperava ele que fosse assim todos os dias, desse jeito pelo menos teria algo para relaxa-lo.
Levantou a cabeça da água para respirar um pouco e começou a sentir cheiro de cigarro, junto com a fumaça poluindo o ar. Franziu o cenho e procurou a fonte do problema. Tinha um maluco encostado na parede e fumando.
“Infeliz, não tem nenhum outro lugar para perturbar?” – pensou, respirando fundo. Estava tudo muito bom para ser verdade, claro que viria algum infeliz perturbar sua paz. Não imaginava que seria um infeliz fumante, que traz à Pietro a vontade de voltar a fumar, mas como a vida é injusta, foi.
Pietro subiu pelas bordas da piscina – sem nem precisar usar a escada – e foi em direção ao rapaz com um rosto sério. Ficou frente-a-frente com ele e tomou o cigarro da mão dele, apagando-o na parede e jogando no chão.
- Existe uma placa que diz, claramente, “proibido fumar”, caso não tenha sido informado. – sorriu, virando-se e andando de volta para a piscina.

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5 Re: *** RPG ***** em Seg Set 14, 2015 11:10 pm


Charles Lestrange — 20 anos
O rapaz fizera muitas coisas enquanto caminhava pela escola - Insultou alguns otários, chutou algumas árvores e até roubou uma maçã da cozinha. A única coisa que ele não fez foi a mais importante: Encontrar David. Onde ele poderia estar? E pra que fugir tanto? Charles não era nenhum maníaco sexual que queria levá-lo para cama novamente (talvez fosse um pouco). Ele só queria conversar, esclarecer algumas coisas (e depois levá-lo para a cama).
Pegou seu celular velho e com a tela trincada e conectou os fones de ouvido, ligando a música Kids da banda MGMT. Uma música bem dançante, se não estivesse na escola arriscaria alguns passos, mas ainda precisava manter a reputação. Depois de andar tanto, começou a sentir-se cansado então foi para um lugar onde haviam alguns bancos. E foi aí que surgiu em seu rosto o primeiro sorriso do dia. Deitado num dos bancos estava David, dormindo. Era até fofo. Se aproximou por trás do banco e apoiou seus braços nas costas do mesmo, observando o garoto por cima, enquanto comia sua maçã. — A bela adormecida já pode acordar. — Falou, rindo em seguida e esperando a reação do menor.


Harry Atwood — 18 anos
Continue correndo, continue correndo.
Sem saída.
Lado errado, Harry!

O loiro virou-se bruscamente quando o caminho livre para correr havia chegado no fim. Chegou a observar se os garotos estavam longe e se daria tempo para se esconder, mas a resposta era não. Os meninos já estavam pertíssimo dele, um até já vinha com a mão preparada para o soco. Harry fechou seus olhos para se preparar para o golpe, mas um barulho fez ele abrí-los novamente. A única coisa que enxergou foi um dos meninos caído no chão com um caderno do lado, e o resto correndo em direção ao garoto que havia ajudado anteriormente. Estava pensando no que poderia fazer quando a diretora interrompeu a correria. Oh, droga..., pensou. A cara dela não era muito boa.
Um desespero tomou conta de si quando a mulher chamou ele e os outros na sua sala. Estava ferrado. Se ela ligasse para seu pai, poderia ser considerado um garoto morto. Queria poder protestar e dizer que não tinha feito nada de ruim mas só pioraria as coisas, então apenas assentiu e seguiu com todos.

Diretora
— Eu não acredito que tive que presenciar uma cena dessas logo no primeiro dia de aula, de alunos que eu pensei que nunca fariam nada de mal — A mulher disse, olhando para Harry e Robert que já se encontravam na sala. Levantou-se da sua cadeira e começou a andar pela sala de braços cruzados, balançando a cabeça negativamente.
— Mas diretora, eles que começa... — O loiro não conseguiu terminar sua frase.
— Harry, não me venha com essas desculpas. Eu não vi eles fazendo mal algum à vocês. Agora, os dois peçam desculpas e depois fiquem na minha sala. Os outros podem sair. — A diretora esperou que os dois culpados pedissem desculpas aos seus colegas e que estes se retirassem para que pudesse dar as devidas punições aos dois. — Agora, não me deixa outra escolha sem ser punir os dois. Não vou ligar para seus pais porque seria muito ruim receber uma ligação logo no primeiro dia de aula, mas saibam que se isto se repetir, não serei tão boa. — Avisou, se sentando no sofá novamente — Eu quero que fiquem depois da aula hoje limpando a piscina. E sem reclamações, por favor.


Travis McConnell — 19 anos
O rapaz continuava tragando seu cigarro quando o indivíduo que estava nadando até então se retirou da piscina. Travis pôde reparar que era um garoto... E que garoto. Tinha que admitir que se distraiu um pouco observando-o, era algo realmente bom de se ver.  Elliot podia até ser bonito, mas nada comparado ao seu coleguinha, que agora vinha em sua direção e... Apagava seu cigarro.
Sentiu o sangue subir pela cabeça e toda a magia se acabar com aquilo. Que audácia, quem aquele idiota pensava que era para chegar e tomar algo tão sagrado de Travis?
Esquentado do jeito que era, óbvio que McConnell não deixaria ele sair daquela maneira. Levantou-se e foi pisando forte até o rapaz, o segurando pelo ombro com um pouco de dificuldade e o virando. — ESCUTA AQUI, QUEM VOCÊ TÁ PENSANDO QUE É PRA CHEGAR DESSE JEITO E APAGAR MEU CIGARRO, HEIN? Eu não estou nem aí se tem uma placa escrito que eu não devo fumar. Você também não deveria se meter na minha vida mas mesmo assim fez. — Ele dizia, irritado, olhando para cima e encarando o rapaz. Era nessas horas que ele odiava com todas as forças sua altura - 1,68. Quem com dezenove anos media tão pouco? A genética é algo cruel.



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6 Re: *** RPG ***** em Ter Set 15, 2015 1:58 am



David LaGuerta – 18 anos

“David... Você é o amor da minha vida, case-se comigo!” – dizia uma voz sem dono. David virava-se de um lado para o outro, em busca da pessoa que falava isso.
- Quem é você? Apareça! – ele gritava para o nada. Estava em uma sala escura, totalmente preta e sem nenhum objeto, nenhuma pessoa, nada. Apenas David e a voz misteriosa. Parecia estar modificada por algum programa de computador.
“Eu sou...”
– neste momento, ouviu alguém chama-lo de bela adormecida, fazendo-o acordar do seu sonho na parte mais esperada por ele. Pura decepção. E só piorou.
- Holy shi... – assustou-se ao ver Charles bem acima dele, comendo uma maçã e sorrindo. Acabou caindo da cadeira e indo de cara no chão. - Infeliz... – resmungava enquanto se levantava. Demorou uns segundos para que ele percebesse que tinha caído numa pequena poça de água e acabou molhando a roupa. - Caralho, o que eu fiz de errado para você continuar infernizando a minha vida? – Franziu o cenho.
Levou as mãos à barra da sua blusa, começando a tira-la, mas parou no meio do caminho ao lembrar de quem está na sua frente e resolveu continuar vestido, mesmo molhado. Todo cuidado é pouco.
- Perdeu alguma coisa aqui, palhaço? – perguntou, olhando-o frio.



Robert Lawrence – 17 anos

Não recebeu uma resposta do loiro, então apenas continuou com a cabeça abaixada e seguiu-o para a diretoria. Aquilo era tudo tão injusto, por que ele tinha que receber punição se a culpa sem mesmo foi dele? Os outros que vieram perturba-lo, e ninguém faz nada sobre isso.
Ouviu calado a diretora, mas seu coração doía, de certa forma. Não queria que as coisas fossem assim, principalmente que os valentões saíssem impunes.
“Dois gays numa piscina, uuui. Vão pintar as paredes de rosa?” – um dos garotos sussurrou para Rob, que encolheu os ombros e sentiu vontade de chorar.
- ... Diretora, eu não faço questão de lavar a piscina, mas, com todo o respeito, eu acho que a senhora deveria prestar mais atenção nos problemas sociais e a questão do bullying nesse colégio. – dito isso, levantou-se. Não poderia ficar mais tempo ali, senão começaria a chorar na frente de todos. - Porque, sinceramente, não parece que a senhora se importa com as pessoas que são rebaixadas todos os dias apenas por serem quem são. – virou-se e andou até a porta, abrindo-a - Passar bem. – e saiu.
Não aguentou nem alguns segundos e lágrimas começaram a escorrer pelo seu rosto. Uma bela porcaria começar o ano escolar assim. Se esse é o primeiro dia, quem garante que o resto não seria pior?



Pietro R. Ulrich – 18 anos

Enquanto andava para a piscina novamente, teve seus ombros puxados pelo outro rapaz. Como primeira reação, arregalou os olhos. Toques não permitidos, principalmente com seus ombros nus, o lembram muito do trauma que ele teve com o caminhoneiro.
Mas não poderia ficar demostrando fraqueza, então pôs-se um rosto raivoso enquanto ouvia as porcarias do outro. Sinceramente, o nanico era corajoso, ou melhor, não tinha noção do perigo.
Só pelo fato de ter gritado com ele, Pietro irritou-se e socou o garoto como resposta. Bem no olho.
- Tire as mãos de mim e abaixe esse tom. – olhava-o com superioridade. Deu um tapa na mão de Travis para tira-la do seu ombro e continuou encarando-o com ódio. Ou ele saia dali ou se machucaria mais ainda.

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7 Re: *** RPG ***** em Ter Set 15, 2015 2:31 am


Charles Lestrange — 20 anos
— Eita caralho... — Murmurou, vendo David acordar no susto e cair do banco, bem em cima de uma poça d'água. — Amorzinho, você precisa se controlar mais. Olha só, agora, tá todo molhado — Dizia, enquanto se sentava no banco e continuava mordendo sua maçã. — Você não fez nada de errado, você teve é muita sorte de ter uma pessoa tão amável como eu te perseguindo há dois anos. Todos querem ter Charles Lestrange, mas nem todos podem ter. Você tinha que dar mais valor ao amor da sua vida. — O garoto dizia, com um tom dramático e exagerado na voz.
Percebeu que David ia tirar sua blusa mas acabou pensando melhor e não fazendo isto. Provavelmente tinha imaginado que Charles faria algum comentário importuno. Pobrezinho, mal ele sabia que Charles comentaria de um jeito ou de outro. — Pode tirar, amorzinho. Não tem nada que eu não tenha visto aí — Riu, parando para ouvir a pergunta que veio em seguida do garoto. — Não perdi nada não. Apenas estou me lembrando daquela noite e me perguntando porque você ainda não está na cama comigo, como dois anos atrás.



Harry Atwood — 18 anos
Ele tinha que admitir que havia ficado surpreso com o "discurso" do seu colega. Não só ele, como a diretora também. Reamente, a questão do bullying naquela escola era algo sério. Desde quando entrou naquela escola, sempre foi mal recebido pelas outras pessoas. Foi espancado, xingado, tudo pelo simples fato de ser... gay. Era uma ofensa pior que a outra. Ofensas que logo acabaram começando a afetar seu dia-a-dia, desenvolvendo no garoto um problema de baixa auto-estima, depressão e auto-mutilação. Harry nunca havia entendido o motivo de tanto ódio. Ele era repreendido por amar? Desde quando amar uma pessoa é errado? Tudo isso só porque estava escrito num livro antigo que qualquer um pode ter inventado que é errado? E se não existisse esse livro? Eles continuariam com tanto ódio no coração?
Não queria ficar mais nem um segundo naquela sala, onde a diretora parecia pensativa. Afastou sua cadeira e se levantou, andando o mais rápido possível para fora da sala. Logo encontrou Robert, que parecia chorar. Harry deu um suspiro, não podia deixar o garoto chorando lá. Aproximou-se um pouco e olhou para ele, preocupado. — Ei... N-Não chore... — Pediu, baixo — Você... Está bem? — Perguntou, mesmo que soubesse que a resposta seria negativa.


Travis McConnell — 19 anos
Travis recebeu um soco.
Eu.Fui.Socado
Levou sua mão até o local onde apanhou, droga, aquilo ficaria marcado, sem dúvidas. — Filho da puta — Murmurou, ainda sentindo a dor. Ele tinha força.
Mas não como eu, completou, retirando a mão do lugar atingido e cerrando os punhos. Não estava com planos de brigar no primeiro dia, mas não via outra escolha. Ninguém bate em mim e sai desse jeito, pensou, se aproximando do garoto e lhe socando o estômago. — Me dê ordens agora, desgraçado.



Última edição por sweetchemical em Ter Set 15, 2015 8:03 pm, editado 1 vez(es)

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8 Re: *** RPG ***** em Ter Set 15, 2015 2:57 am



David LaGuerta – 18 anos

Respirou fundo e contou até dez, mentalmente. Tinha que ter paciência de sobra para suportar o Sr. Gay Reprovado no pé dele por dois anos sem ter planejado um assassinato. Ou então tem outro motivo para suporta-lo tanto, quem sabe?
- Enfia o “amorzinho” no cu. Eu não sou nada seu, então pare de agir como se eu fosse. – foi grosso, sim, como sempre é com ele. - Pode ir se entregar para outra pessoa porque EU NÃO ESTOU INTERESSADO. – tentou deixar isso bem claro.
Arregalou os olhos e não conseguiu evitar corar com o comentário do outro. Ele tinha que ficar trazendo aquela lembrança? David só não faz terapia para isso porque não quer que ninguém saiba.
- Jesus.... Pelo amor, pare com esses comentários ridículos! Eu estava bêbado, minha visão estava embaçada e eu não estava raciocinando direito. Confundi você com uma mulher, apenas. – não sabia nem porque estava se explicando, não tinha nada para se explicar ali. Para piorar, ainda estava praticamente num cosplay de tomate. - Tudo o que eu quero é que você se afaste de mim, eu sou hétero, sempre fui e sempre vou ser. Você NÃO vai mudar isso. Vá ser gay para outro lugar. – cerrou os olhos.



Robert Lawrence – 17 anos

Cobriu o rosto com as mãos e continuou a chorar em silêncio. Robert odeia o fato de ser tão fraco, tão sensível. Todos o dizem que ele parece uma criança – as vezes, até uma menina – na maior parte do tempo, não só pela aparência como também pelo jeito de ser, agir.
Ouviu uma voz atrás de si e virou-se, era Harry. Esforçou-se para pôr um sorriso no rosto, por mais que ele quisesse simplesmente desabar e dizer que a escola é uma droga, as pessoas são uma droga, o mundo em si é uma droga.
- S-sim, estou ótimo. – mentiu, enxugando as lágrimas com as costas das mãos - Me desculpe por te colocar no meio disso tudo... – abaixou o olhar, corando levemente. Estava se sentindo tão estúpido e culpado, tudo o que mais queria era ter o poder de mudar as coisas, no momento - Se quiser não precisa vir para a punição... Eu posso limpar sozinho e dizer para a diretora que você estava presente. – ofereceu.

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9 Re: *** RPG ***** em Ter Set 15, 2015 8:19 pm


Charles Lestrange — 20 anos
Teve de rir quando ouviu o que David disse. — Nah, não me parece convidativo. Quem gosta de ter as coisas enfiadas lá é você. — Sorriu falso, mordendo sua maçã mais uma vez. — E me entregar pra outra pessoa? Oh, não. Sou fiel à você, amorzinho. — Piscou pro garoto, se levantando e caminhando até uma lixeira jogar o que havia sobrado de sua maçã. Voltou então para perto de David e parou na sua frente, levando uma de suas mãos até o rosto do rapaz e lhe apertando a bochecha levemente. — Você fica lindo quando está irritadinho.
A risada que Charles soltou com o comentário seguido do garoto fez algumas pessoas pararem só para o olhar. Visão embaçada? Confundindo Charles com uma mulher? — Puta merda, de todas as coisas que ouvi de você, essa foi a pior delas. Pare de mentir, eu sei que você amou transar comigo. — Revirou os olhos. — E querido, a partir do momento em que retribuiu o meu beijo e foi para o quarto comigo, você deixou de ser "hétero", se é que alguma vez foi. Então, seje menas porque só está perdendo com essa sua mania de não aceitar o que é.  



Harry Atwood — 18 anos
O garoto soltou um breve suspiro com a resposta do garoto. O típico "estou ótimo", mesmo sabendo que não estava nada bem. Harry já tinha muita experiência nisso, quantas vez já não disse que estava bem mesmo que estivesse morrendo por dentro? — Está mesmo? — Perguntou, com um sorriso triste no rosto. Ouviu o pedido de desculpas do garoto e balançou a cabeça negativamente. — Não precisa se desculpar, você não tem culpa. — Deu de ombros, colocando as mãos no bolso. Virou seu rosto para olhar o garoto quando este lhe disse que limparia a piscina sozinho e que Harry não precisaria ir. — O que? Não mesmo. Eu não vou deixar você fazer nada sozinho, eu também fui punido. Não seria justo.

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10 Re: *** RPG ***** em Ter Set 15, 2015 11:01 pm



David LaGuerta – 18 anos

Virou a cara com o comentário de Charles. Sinceramente, que pouca vergonha. - Eu não sou o gay aqui, você que é. – respondeu rude. Na visão do David, todos os gays gostam de enfiar coisas na bunda. Claro que está errado, mas só ele não enxerga isso. - Não sou seu amorzinho! Que saco, vai infernizar a vida de outra pessoa! – revirou os olhos.
Corou mais ainda quando Charles se aproximou e colocou a mão no seu rosto. Só queria entender porque o coração dele estava batendo tão forte... Não tinha como ser amor, paixão, gostar, etc. Não mesmo.
Eu nunca me apaixonaria por um homem. – jurou.
- Tire suas mãos nojentas de mim. – deu um tapa no braço dele e se afastou.
Levou um pequeno susto com a risada escandalosa dele, mas logo se recuperou. As pessoas estavam olhando... Droga. Ninguém podia vê-lo com Charles, iriam pensar besteira.
- Shh!! – franziu o cenho, pedindo por silêncio. - Não fale isso alto! – sussurrou com raiva - E eu não amei, eu odiei. Foi a pior coisa que já fiz na minha vida e eu me arrependo todos os dias disso. – bufou. Seu momento de raiva acabou sendo substituído por constrangimento. Muito constrangimento. No fundo David sabia quem ele era, mas isso estava tão fundo que ele não conseguia enxergar, e ainda queria continuar com a aparência de hétero.
- Escuta aqui, não é porque aconteceu uma vez enquanto eu estava BÊBADO, que vai acontecer de novo, ok? Apenas desista de mim, caramba, tantos gays por aí, por que você vem atrás de alguém que não curte a mesma fruta que você?



Robert Lawrence – 17 anos

Ficou um pouco pensativo com a pergunta do loiro. Ele sabia exatamente a resposta, mas não tinha certeza se colocava tudo para fora ou se guardava para si, como sempre faz.
Eu mal o conheço...
- Não muito, mas não é importante. – deu um sorriso triste. Não iria mentir, mas também não queria encher o rapaz com suas “besteiras”. Ele já não parecia bem.
Apenas sorriu quando o outro o disse que ele não tem culpa. Por mais que dissesse isso, Rob continuaria se culpando.
- Ok, então obrigado. Você me ajudou antes e está me ajudando agora, como posso agradecer? – deu um sorriso sincero, na intenção de fazer algo para compensar a gentileza de Harry.



Pietro R. Ulrich – 18 anos

Surpreendeu-se com o soco no estômago e curvou o corpo com a dor. Desgraçado... Levantou devagar e, novamente, encarou-o com ódio. Ele estava mesmo achando que ia acabar assim?
- Não fique se achando, nanico. – após se recuperar do soco no estômago, estendeu o pulso e socou o lado direito do rosto do rapaz, fazendo-o vira-lo para o lado. Com isso, chutou o lado esquerdo do corpo do rapaz com força. Truques fáceis que aprendeu quando lutava Muay Thai.
Voltou a sua posição original e voltou a encarar o rapaz. Isso deveria ser suficiente para deixa-lo quieto. Deveria.

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11 Re: *** RPG ***** em Qua Set 16, 2015 12:55 am


Charles Lestrange — 20 anos
O rapaz riu — David, quando mais você nega, mais eu me convenço de que você é. — Sorriu sarcárstico, enquanto olhava para o rapaz. — Não quero infernizar outra pessoa, eu gosto de fazer isso só com você. — Ao reparar que David estava corado, ele não pode segurar o riso — Que fofo, ficou coradinho.
Arqueou as sobrancelhas quando o menor lhe deu um tapa no braço só por estar com a mão em seu rosto. Já ia falar algo mas a crise de riso que teve quando o mesmo lhe disse que não havia gostado da noite que tiveram naquela festa fez com que ele ficasse de bom humor novamente. — Odiou? Pfff — Recuperou-se dos risos e depois passou uma das mãos no cabelo — Você não parecia estar odiando quando eu estava te comendo naquela noite — Disse, sorrindo falso. Era muita hipocrisia dele falar que tinha odiado sendo que naquela noite estava parecendo que era totalmente ao contrário. Tinha que admitir que o que o garoto havia dito em seguida lhe fez ficar um pouco irritado. — Olha aqui, senhor hétero... Eu poderia ir atrás de qualquer um da escola, mas ao invés disso estou correndo atrás de uma pessoa babaca que está pouco se fodendo pra mim. Eu quero você. E não é seus discursinhos idiotas sobre a sua majestosa heterossexualidade que me farão mudar de opinião, certo? Certo.




Harry Atwood — 18 anos
— É claro que é importante — Ele disse, com aquele mesmo sorriso triste de antes — Mas se não quiser contar, tudo bem. Só quero que saiba que se precisar desabafar... Bem, eu estou aqui — Riu fraco. — Seu nome é Robert, né? — Perguntou, lembrando da diretora ter dito — Teria problema eu abreviar para Rob?
— Oh, você não precisa me agradecer — Respondeu de modo simpático — Mas se quiser dar uma volta pela escola comigo eu agradeceria, não tenho muitos amigos — Deu um riso nervoso, um pouco envergonhado e torcendo para que o garoto não o rejeitasse.


Travis McConnell — 19 anos
Ele não sabia de que ficava com mais raiva: pelo soco, que provavelmente o deixaria com uma bela marca roxa no olho, ou pelo fato de ter sido chamado de 'nanico'. Se tinha algo que ele odiava era quando lhe davam apelidos pela sua altura. Já recebera diversos dele -  Hobbit, pouca sombra, piloto de carrinho da Hot Whells. Digamos que as pessoas não ficaram rindo tanto depois que Travis deu à essas pessoas alguns hematomas.
— Não me chame de nanic... — Antes que pudesse terminar de falar, o maior lhe socou o rosto com força, dando um bom chute que o levou ao chão. Por causa da queda, acabou batendo a cabeça no chão. Aquilo havia realmente doído, provavelmente havia feito algum corte em sua cabeça, pois ao levar a mão na região, viu seus dedos se sujarem de sangue. Além disso, por causa de tamanho impacto, o garoto acabou perdendo um pouco seus sentidos e vindo a desmaiar. Travis sempre tivera desmaios fáceis devido aos problemas do passado, agora não seria diferente.

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12 Re: *** RPG ***** em Qua Set 16, 2015 2:19 am



Robert Lawrence – 17 anos

- ... Eu apenas não entendo todo esse ódio no mundo, sabe? – resolveu desabafar, nem que seja por um pouco. Sorriu triste. - Eu fui expulso de casa pelo meu pai irracional, e até agora a única pessoa que me aceita é a minha tia... – abaixou a cabeça - Enfim... Besteira. – suspirou. Novamente, não queria esquentar a cabeça do colega com seus problemas.
Assentiu com a pergunta dele. - Claro, à vontade. – sorriu gentil. - Eu acho ‘Robert’ um pouco adulto. – riu fraco.
Seus olhos chegaram a brilhar quando o outro o convidou para dar uma volta no colégio. Primeira pessoa que o convidava para tal coisa, era algo mágico para ele, quase como uma honra. - S-sério? – sorriu feito um bobo. - Claro! – riu fraco. - Eu não tenho amigos também, então... – coçou a nuca, meio atrapalhado.



David LaGuerta – 18 anos

– Eu. Não. Me. Importo. – sorri falso, em seguida revirando os olhos. – Ótimo, que belo azarado eu sou. A vida me odeia. – suspirou. Ao ouvir o comentário do maior sobre ele estar corado, apenas o fez corar mais. – N-... – parou de falar ao perceber que gaguejaria. Melhor ficar calado.
Sentiu uma enorme vontade de se jogar no chão e começar a cavar um buraco até o outro lado do mundo para começar uma vida nova lá depois do comentário vergonhoso que Charles fez. O pior de tudo foi a palavra que ele usou. Não tinha algo mais descente?
– P-... – novamente, gaguejou. Tossiu para disfarçar. – Pode dizer o que quiser, eu não me lembro dessa maldição, é como se não tivesse acontecido. – virou a cara.
Arregalou os olhos com a resposta dele, até corou um pouco. “Eu quero você” – essas palavras afetaram David, fazendo seu coração bater consideravelmente mais rápido. – Tsc. – bufou. – Se você sabe que eu não estou nem aí para você, por que continua insistindo? E do mesmo jeito que você diz que meus “discursos” não vão te fazer mudar de opinião, os seus também não vão me fazer virar gay. – sorriu falso.

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13 Re: *** RPG ***** em Qui Set 17, 2015 8:06 pm



Harry Atwood — 18 anos
O garoto soltou um breve suspiro - Ele entendia, e muito, o motivo de Robert estar se sentindo mal. Ele também queria entender porque as pessoas odeiam as outras tanto só por causa da opção sexual, do jeito de ser ou até mesmo da cor. Por que isso? Não eram todos iguais? — Eu te entendo perfeitamente — Desviou seu olhar — Mas pelo menos você tem alguém que te aceite — Ele murmurou, sentindo um aperto no coração. Era muito triste não ter ninguém que o amasse.
Sorriu quando o outro permitiu que ele o chamasse de Rob. — Realmente, Robert parece muito adulto — Concordou, rindo. Harry ficou surpreso ao ver que o seu colega não tinha nenhum amigo também — Então você tem um agora! — Exclamou, rindo novamente. Já estava prestes a chamá-lo para ir andar quando o sinal tocou. E agora, o ano letivo está começando oficialmente. Força, Harry. — Acho que precisamos ir pra sala. Nossa volta fica pro intervalo.


Charles Lestrange — 20 anos
— Não ligo se importa ou não — Deu de ombros, falando com indiferença. —  Azarado? Você é um puta sortudo em me ter, poxa — Disse, convencido. O rapaz reparou que David estava corando cada vez mais, e não podia deixar de comentar sobre isso — Se continuar corando desse jeito vai explodir.
Cada vez que o menor falava algo como não lembrar ou ter odiado ficar com Charles naquela noite, ele soltava um risada escandalosa. Aquilo era hilário. — Não se lembra? Uhum, acredito. — Ele disse, com um tom irônico na voz — Eu continuo insistindo porque sei que uma hora irá ceder. E em segundo lugar, ninguém "vira" gay, ok? Ou você é ou você não é. E nesse caso, tá na cara que você é. Só falta escrever na sua testa.— Já estava pronto para se retirar quando o sinal tocou. Charles arrumou sua mochila no ombro e se aproximou um pouco mais de David, sorrindo — Te vejo na aula, amorzinho — Antes que o garoto se afastasse, deu um beijo rápido em sua bochecha, e então foi embora com o maior sorriso convencido do mundo.


Chris J. Laurent — 19 anos
Não havia se passado muito tempo e já não estava sendo fácil o primeiro - e último - ano do Ensino Médio de Chris. Se perdeu diversas vezes, trombou em várias garotas fúteis e populares e até tinha tropeçado - Por sorte, conseguiu se segurar antes que fosse de cara para o chão. Seu humor razoável (visto que ele nunca estava de bom humor) havia ido para o espaço, e agora só tinha um Chris mau humorado resmungando sozinho pelo sinal barulhento que havia acabado de bater. Passou alguns minutos andando até encontrar a sua sala de aula. Reparou que tinha um papel pregado do lado da porta onde continha o horário das aulas. Ele leu para ver qual seria a primeira aula possível e imaginou todos os xingamentos possíveis.
"Educação Física (trocar de roupa e depois dirigir-se à quadra)"
Ele fechou os olhos e suspirou. Se tinha uma matéria que ele odiava era Ed. Física, na época que estivera num colégio sempre se deu muito mal em esportes. Uma das coisas boas de ter tido aula em casa por todo esse tempo era que ele pelo menos havia se livrado dessa matéria por alguns anos.
Ajeitou sua mochila e foi até o vestuário masculino, onde vários garotos da sua classe já se trocavam. Eu não vou me vestir no meio deles, pensou. Aquilo era fora de cogitação, vestir a roupa de educação física tudo bem, mas no meio de tantos garotos engraçadinhos e mil vezes maiores que ele? Nunca.
Procurou alguma cabine que não estivesse ocupada, mas infelizmente não achou nenhuma. Pensou seriamente em fingir que estava doente, mas ele era realmente ruim em mentir por isso descobririam fácil. A única alternativa foi em aproveirar que havia um armário aberto no fundo do lugar e se trocar atrás dele, evitando que qualquer garoto o visse. Após terminado, ele guardou suas coisas no armário e foi para a quadra, torcendo para que desmaiasse e assim pudesse se livrar de qualquer tipo de esporte.

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14 Re: *** RPG ***** em Qui Set 17, 2015 9:40 pm



Robert Lawrence – 17 anos

Sorriu sincero, porém triste, quando Harry disse que o entendia perfeitamente. – Entretanto, eu prefiro acreditar que o mundo não está totalmente perdido. Existem pessoas boas. – disse, tentando animar um pouco a situação, até ouvir o que ele disse. Aquilo era tão triste... Robert mesmo não saberia o que fazer se não tivesse nem a sua tia para dá-lo suporte. – Eu te aceito. – sorriu, em busca de acalmar o loiro.
Pelo menos ele agora tinha alguma esperança de que o ano não seria tão ruim quanto imaginava, afinal, tinha Harry como amigo. – Finalmente! – brincou, rindo fraco.
Assustou-se um pouco com o sinal tocando, mas logo recuperou-se. – Ow... – suspirou. – Bem... Minha primeira aula é educação física e, sinceramente, não estou com vontade de ir. – coçou a nuca, um pouco atrapalhado. Não era muito a cara dele faltar as aulas, mas com educação física é diferente. – Não é como se eu estivesse te convidando para quebrar as regras do colégio ou algo assim... Não sou tão má influência, mas... O que acha? – não sabia como perguntar isso de algum modo que parecesse normal.



David LaGuerta – 18 anos

Decidiu não rebater mais aquela discussão, que já estava irritante para ele, porém não podia deixar de corar a medida que Charles comentava sobre seu rosto vermelho. Não tinha como evitar, mesmo que quisesse. Sentia-se ridículo querendo negar tudo o que o outro dizia e, invés disso, corar. – Explodir é tudo o que eu mais quero agora. – suspirou, fechando os olhos e tentando imaginar em outra coisa que o tirasse a atenção e o fizesse parar de corar.
– Pare de rir, cacete! – reclamou – Eu NÃO sou gay, ok? NÃO SOU! Eu gosto de garotas, e você obviamente não é uma. – David não tinha ideia de como podia convencer o maior disso. Aparentemente, era uma missão impossível.
– Já disse que não sou seu amorzi- – arregalou os olhos ao receber um beijo na bochecha, em seguida sentindo seu rosto queimar como nunca. – ... – apenas ficou calado enquanto o outro saia. Nem reação teve.
Apenas pegou sua mochila do banco, pôs em suas costas e suspirou. – Estou tão ferrado. – comentou para si mesmo, enquanto andava até a sala de aula.
Não demorou muito para chegar lá, já que sabia alguns atalhos da escola, e quando chegou certificou-se de sentar no lugar mais longe possível de Charles. Quanto menos falasse com ele, melhor.



Claire Norwood – 17 anos

Estava esperando atenciosamente todos os alunos chegarem à sala e sentarem em seus devidos lugares, diria até que estava contando um à um. Sua animação para anunciar a festa que ela mesmo criou era bastante. Já tinha combinado tudo com a direção da escola, já tinha até dia marcado, só faltava convidar as pessoas.
Ao ver que já estavam todos lá, levantou-se e foi até o professor.
– Bom dia, professor. Eu posso dar um aviso para a classe? Prometo ser rápida. – sorriu gentil.
“Bom dia, Claire. Sim, sinta-se à vontade.” – ele devolveu o sorriso enquanto sentava-se em seu banco, esperando que ela desse o anúncio.
- Pessoal, atenção aqui por favor! – chamou a atenção de todos, e então começou a falar. – Eu organizei uma festa de boas-vindas aos novatos, com permissão da direção. Estão todos convidados, será nesse fim de semana! – sorriu. – Talvez esteja muito perto, mas... Conto com a presença de todos. Obrigada pela atenção! – agradeceu e voltou para seu lugar.



Joshua Gail Ignition – 19 anos

Melhorou um pouco seu humor ao comer alguma coisa na cantina, pelo menos. Agora conseguiria sobreviver naquele colégio mesmo sendo novato.
Estava aproveitando o fato da aula não ter começado para ficar deitado em uma arquibancada e bebendo coca-cola. Agradeceria muito se não tocassem o sinal agora... Mas tocaram.
– Ok, vai lá, Josh. – encorajou a si mesmo, levantando da arquibancada e indo em direção à sua sala. Viu o papel na porta indicando que seria Educação Física e logo se animou, sempre adorou praticar esportes, e ter isso como aula então, maravilhoso.
– Ok, parece que o dia não está tão contra mim quanto eu pensei. – soltou um sorriso animado e dirigiu-se para o vestiário.
Vestiu-se com pressa e correu para a quadra e já estavam quase todos lá, por sorte, a aula não havia começado ainda. Porém estavam todos envolta do professor, que parecia explicar algo.
Aproximou-se de todos e escutou o resto do que ele falou. Aparentemente iriam jogar queimada, pelo o que entendeu.
- Ah... Qual é! Queimada? Somos crianças agora? – resmungou, esperando as pessoas separarem os times. De qualquer jeito, ele não se importa em qual time vai estar, desde que ganhe.

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15 Re: *** RPG ***** em Qui Set 17, 2015 11:16 pm



Harry Atwood — 18 anos
Assentiu, concordando — Sim... Ainda há esperança — Soltou um breve riso, um pouco sem graça. Ele acreditava sim que existisse pessoas boas... Só não havia encontrado ninguém ainda. Um sorriso formou no rosto do garoto ao ouvir Robert falar aquilo para ele. Pelo menos alguém.., pensou. — Obrigado.
Riu do "finalmente" do menino e já ia dizer algo quando ouviu a frase seguinte dele. Eles provavelmente estavam na mesma sala, então a aula seria a mesma, e tudo que Harry menos queria era ter que se trocar perto daqueles garotos e depois aguentar eles jogando bolas na sua cara. — Nem eu... — Comentou, escutando a pergunta de Rob em seguida. Ele pensou um pouco antes de responder, nunca havia matado aula e se seu pai descobrisse certamente ele poderia ser considerado um garoto morto, mas... O que custa quebrar as regras um pouco? — Eu topo totalmente — Ele riu. Se é para fugir da educação física, vale a pena.


Charles Lestrange — 20 anos
A aula nem havia começado e Charles já estava com a cabeça encostada na carteira, dormindo. Desse jeito você não vai sair do terceiro ano nunca, Charles, ele pensava, ainda com os olhos fechados. Nem ligo, um ano a mais, um ano a menos, que diferença faz?
O garoto só acordou quando ouviu uma voz feminina pedir atenção à todos. Levantou a cabeça com sua típica cara de sono e ficou ouvindo o que a loira a qual ele não ia com a cara dizia. Um sorriso se formou em seu rosto ao ouvir a palavra "festa". Ah, como ele amava festas, ainda mais as com gente do colégio, ele podia ver o outro lado das pessoas que convivia todo dia. O melhor de tudo é que esta seria com novatos, ou seja, mais gente nova pra ele conhecer. Óbvio que, apesar da vontade de se "enturmar" com algum garoto novo era grande, ele ainda tinha que manter seu maior foco: David. Provavelmente teria bebida nesta festa, o que seria mais fácil ainda dele conseguir o que quer. Dessa vez você não vai me escapar, amorzinho.


Chris J. Laurent — 19 anos
O garoto estava quieto no seu canto até o professor chamar todos para perto de si, para que ele pudesse explicar o jogo. Assim que a palavra "queimada" foi mencionada, uma música de filme de horror passou em sua cabeça. Chris odiava queimada desde quando um garoto acertou a bola no seu estômago na primeira série.
O homem escolheu dois garotos para escolherem o time e o loiro começou a dar pequenos passos para trás. Já estava quase se jogando no chão e fingindo estar morto quando o menino capitão de um dos times apontou para ele. Olhou para os os lados para se certificar que não estavam chamando outra pessoa, mas infelizmente era ele. Deu um longo suspiro e foi até onde o resto do time estava, com algumas pessoas olhando torto pra ele.
Após todas as pessoas estarem em seus devidos times o professor apitou. O jogo havia começado. Certo Chris, a única coisa que você precisa fazer é fugir das bolas. Isso é fácil., ele pensou, se virando para um lugar onde parecia ser longe do alcance de quem estava com a bola e começando a correr. Estava até indo bem, se não fosse pelo fato dele ter acabado tropeçando no próprio pé e indo para o chão. — Ouch... — Ele murmurou, se sentando novamente no chão. — Estou bem, obrigado por perguntarem — Disse, irônico, vendo que ninguém havia ao menos ido ajudá-lo a se levantar.

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16 Re: *** RPG ***** em Sex Set 18, 2015 12:03 am



Pietro R. Ulrich – 18 anos

Já estava se virando para voltar à piscina quando percebeu que o garoto parou de falar no meio de sua frase e o silêncio reinar no local. Estranhando, virou-se e o viu caído no chão, com a cabeça sangrando.
– Puta merda... – arregalou os olhos. Não, mais uma pessoa não... – Ei, filho da puta, acorda. – agachou-se e chacoalhou o moreno. Nada. –Puta que pariu, não dá uma dessas... – levou as duas mãos aos cabelos e os apertou com força. Estava desesperado, tinha feito uma merda enorme. – Merda, merda... – seu coração começou a bater mais forte, de ansiedade.
Tinha que dar um jeito nisso, e rápido.
Segurou o rapaz no colo e saiu correndo pelos corredores em busca de uma enfermaria ou algo assim. As pessoas o olhavam estranho por estar correndo molhado, sem camisa e com um garoto sangrando nos seus braços, mas não ligou, tinha coisas piores para se preocupar.
Finalmente achou uma enfermaria, abriu a porta com um chute e entrou, deitando o garoto em uma maca e indo imediatamente procurar por um kit de primeiros socorros.
Sentou-se ao lado dele e abriu a caixa de primeiros socorros, logo começando a tentar diminuir o sangramento na testa do rapaz.



Joshua Gail Ignition – 19 anos

Cruzou os braços e esperou começarem a formar os times. Ele foi um dos primeiros a ser escolhido, provavelmente as pessoas pensam que por ele ser musculoso e ter uma cara de machão é mais forte. Isso é parte verdade.
O jogo começou e todos estavam jogando normalmente, Joshua estava se destacando por se enfiar no meio da ação e detonando o outro time. Do nada um garoto caiu e isso chamou sua atenção, quando percebeu que ninguém foi ajudar o coitado, andou até ele, e no momento que o ajudou a se levantar, uma bola o atingiu.
Ficou puto.
– EI! – arqueou as sobrancelhas, achando uma puta injustiça. – Eu fui ajudar o cara aqui, dá um tempo! – reclamou.
“Ninguém disse que podia parar o jogo, donzela.” – um rapaz do outro time provocou-o.
– Filho da puta, cuidado com quem tu chama de donzel- – já estava indo até o garoto quando o professor interrompeu:
“Novato! Você foi queimado, resolvam essa briga depois, não agora.” – olhou-o com seriedade.
– Tsc. – bufou. Pelo menos tinha ajudado o loiro... Depois se veria com o garoto que o chamou de donzela. – Beleza. – pegou a bola no chão e andou calmamente até a linha dos queimados. Todo queimado tem a chance de jogar a bola quando morre, não? Então, por que não aproveitar essa bolada para jogar bem na cara do filho da puta que provocou isso? Era o pensamento de Joshua, pelo menos.
Sorriu falso e jogou a bola com toda a força que conseguiu. Por sorte do garoto, ele se desviou, e por azar do loiro que tinha acabado de ajudar, a bola foi bem na perna dele, fazendo-o cair de cara no chão.
Caralho...
– Eita porra... – alguns correram até o loiro para checar se ele estava bem, assim como Joshua foi até ele.
“Novato, leve ele na enfermaria. Você fez merda e tá responsável por isso.” – o professor se pronunciou, de novo. Joshua já não gostava dele.
– Como quiser, professor donzela. – murmurou com raiva, enquanto ajudava o loiro a se levantar de novo. – Foi mal, você não era meu alvo. – desculpou-se com ele já de pé – Consegue andar, certo? Certo. Vamos procurar a enfermaria. – começou a andar.



Robert Lawrence – 17 anos

Sorriu feliz ao ouvir Harry agradecer- Não precisa agradecer. – continuou sorrindo - Você me aceita também? – brincou.
Deu um sorriso de orelha à orelha quando ouviu a resposta do loiro. Seria muito vergonhoso se ele tivesse recusado, já que Rob nunca fez um convide desse tipo para alguém. Aliás, já era estranho matar aula, quanto mais matar aula com acabou de conhecer. Bem... Não quer dizer que o estranho seja algo ruim, pelo contrário.
– Yey! – comemorou, rindo fraco.- Hum... Tem um jardim nos fundos do colégio, é realmente bonito. Quer ir lá? Eu uso de inspiração para desenhar. – convidou-o, sorrindo – E também, é meu canto de fuga quando quero esquecer da vida. – riu fraco.



Última edição por Fernoquinha em Sex Set 18, 2015 12:54 am, editado 1 vez(es)

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17 Re: *** RPG ***** em Sex Set 18, 2015 12:53 am


Travis McConnell — 19 anos
E lá estava ele novamente, apagado. Assim como na vez que esteve em coma alcoólico. Por incrível que pareça, os cinco meses que passou internado no hospital, entre a vida e a morte, foram os melhores meses da sua vida. Longe dos seus parentes que fingiam se importar com ele, longe dos seus problemas, e principalmente longe do sentimento de culpa pela morte da sua mãe. Sim, ele se sentia culpado daquilo. Se ele tivesse chegado mais cedo, se ele tivesse a ajudado, quem sabe Joanne ainda estivesse viva. Ela nunca teria se matado. Mas não. Ele havia falhado, como sempre. Prometeu que cuidaria da sua mãe, e não cumpriu. Nada doía mais nele que isso. Talvez os meses passados no hospital foram os únicos que ele se sentiu realmente bem, mesmo que não conseguisse sentir nada. Até hoje ele se odeia um pouco por ter acordado. Se tivesse ficado mais um pouco os médicos teriam desligado as máquinas, óbvio que seus tios autorizariam eles de fazer isso, ninguém o aguentava mais por perto. Era realmente um inútil, nem para morrer ele servia.
Abriu os olhos. Não tinha noção do tempo que havia se passado, mas não deveria ser muito. Sua cabeça latejava de dor, parecia que havia passado um caminhão por cima dele. Demorou um certo tempo até seus olhos se acostumarem com a luz, e ele pôde notar que estava numa maca. Oh, ele estava na enfermaria, provavelmente aquele filho da puta havia causado sua vinda para cá. Aliás, onde poderia estar ele?
Estava pensando nisso quando sentiu alguém passar algo no seu machucado. Virou sua cabeça para ver quem era e levou um susto ao se deparar com o cara da piscina do seu lado, cuidando do seu ferimento. — O que você está fazendo aqui? — Perguntou com um tom um pouco grosso, recuando um pouco dele.


Chris J. Laurent — 19 anos
Ele já estava quase se levantando por conta própria quando um garoto veio lhe ajudar. Chris não fez questão de sorrir ou algo do tipo, mal olhou no rosto dele para falar a verdade. Apenas murmurou um obrigado e arregalou um pouco os olhos quando o cara foi queimado. Ele saiu de perto quando viu que o outro estava prestes a arrumar uma briga com o moço que havia lhe acertado, e logo estava de volta correndo. Até que estou indo bem, até agora ninguém me acert... Seus pensamentos foram cortados quando uma bola lhe atingiu bem na perna, fazendo o loiro ir imediatamente de cara no chão. Aquilo havia doído. — ... Ouch... — Ele resmungou, percebendo que vários alunos haviam se juntado para ver se estava morto ou não. — Tem como esse dia ficar pior? — Disse baixo para si mesmo, ouvindo a voz do professor falar para o garoto que havia lhe acertado para levá-lo à enfermaria. Aceitou a ajuda do garoto e cerrou os olhos ao ver que quem havia o atingido era o mesmo que tinha o ajudado há um tempo atrás.Traidor..— Tá — Respondeu, totalmente seco ao ouvir o pedido de desculpas do moreno — É claro que consigo, não estou paraplégico — Revirou os olhos, começando a andar com dificuldade atrás do garoto, devido à dor no seu joelho por causa da queda. Ótimo, agora estou machucado por causa de uma aula de Educação Física.



Harry Atwood — 18 anos
O garoto sorriu levemente ao ouvir a pergunta do rapaz. — Mas é claro que eu te aceito, Rob — Riu fraco, colocando as mãos nos bolsos da calça. Ouviu a sugestão do garoto e assentiu com a cabeça, o jardim parecia uma ótima ideia mesmo. Ficou bastante curioso quando ouviu Robert dizer que ele desenhava, sempre admirou pessoas que tinham esse talento - Já que Harry não conseguia desenhar nem pessoas de palitinho direito. — Oh, você desenha? Eu quero ver — Disse, animado. — No meu caso, o lugar que eu gosto de fugir é meu quarto mesmo, é o único canto que eu posso ficar sozinho — Suspirou, se lembrando das vezes que se trancou no próprio quarto só pra fugir das ofensas do pai ou dos irmãos.

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18 Re: *** RPG ***** em Sex Set 18, 2015 1:45 am



Pietro R. Ulrich – 18 anos

Continuava fazendo o que podia e conseguia para ajudar no machucado na cabeça do garoto. Ele queria muito tacar um foda-se e sair dali sem fazer nada, mas não queria ser responsável por uma morte, sua vida já era merda demais para piorar.
Cerrou os olhos quando o moreno acordou e afastou-se dele, já falando com grosseria.
– Eu não quero estar aqui também. – falou com frieza, se levantando. – Você desmaiou. – deu de ombros. Sua mão estava melada de sangue e ele estava morrendo de frio por estar todo molhado e sem camisa.
Andou até a pia da enfermaria e lavou as suas mãos. – Mas já que você, infelizmente, não morreu, eu estou saindo. – foi até a porta e quando abriu deu de cara com algumas garotas que estavam espionando os dois na cara de pau pelas janelas da porta. – ... – fechou a porta novamente, dessa vez pegou alguns lençóis dos armários e saiu cobrindo as janelas. Não queria ter que sair por aí com essas garotas sem nenhuma vergonha na cara por perto dele, e também não queria permitir que elas continuassem bisbilhotando o que acontecia dentro daquela enfermaria, por mais que não houvesse nada de interessante em observar dois caras brigando.
– Tsc. – resmungou, se jogando numa cadeira. Pessoas hoje em dia não tem nada para fazer da vida.



Robert Lawrence – 17 anos

– Bom assim! – sorriu inocente. Por um momento passou pela cabeça dele que essa conversa lembrava um casamento, e isso o fez rir fraco.
Começou a andar ao lado do loiro quando escutou a sua pergunta – Sim, eu desenho. – sorriu, abrindo sua mochila e pegando seu caderno de desenhos – Aqui, tome. – entregou – Não são muito profissionais, mas eu tento... – coçou a nuca.
Ficou triste por Harry ao ouvir o que ele disse. Imaginava como deve ser difícil para ele tudo isso... Apesar de ainda não entender por que o garoto é tão infeliz. Queria descobrir mais sobre ele, isso era fato. – Hey, agora você não precisa do seu quarto... – deu um sorrisinho – Pode ir no jardim.

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19 Re: *** RPG ***** em Sex Set 18, 2015 2:39 am


Travis McConnell — 19 anos
— Então por que continua? Pode sair, eu não faço questão — Revirou os olhos. Não ia ser gentil com o garoto só porque havia o levado para a enfermaria, foi ele que causou o desmaio, não havia feito mais que a obrigação. — Podia ter morrido — Comentou baixo, se sentando na cama e ainda sentindo as dores na cabeça. Escutou o comentário do garoto e agradeceu mentalmente por ele estar se retirando. — Isso, volte pro fundo do mar, Ariel. — Disse irônico. Notou algumas garotas os observando na porta, mas o que era aquilo? Viraram objeto de observação agora?
— Mas que porra... — Foi o que disse ao ver o rapaz pegar alguns lençóis do armário e ir tapar a janelinha da porta. Viu ele voltar então e se sentar em uma das cadeiras, e soltou um gemido de frustração. — Só pode estar de brincadeira... — Ninguém merece ter que aguentar esse aí..



Harry Atwood — 18 anos
Harry parou um pouco de andar para poder pegar o caderno de desenhos do garoto. — Aposto que são lindos — Riu fraco, respondendo quando o menino lhe disse que não eram desenhos profissionais. Foi folheando de página em página, e realmente, todos eram surpreendentes. Mas seu olhar parou em um, em especial.
Dois garotos se beijando.
Será que Robert, assim como ele, era gay? Ele escutou mesmo os garotos valentões lhe chamando disso, mas esses garotos chamam à todos que não são do grupo deles dessa maneira. Lançou um breve olhar para Rob e depois voltou a fitar o desenho. — Rob...Vou te fazer uma pergunta mas se a resposta for negativa, não me leve a mal, certo? — Fez uma pausa — Você é...gay?
Um sorriso pequeno se formou em seu rosto quando ele disse que Harry não precisaria mais do próprio quarto e que ele poderia ir para o jardim — Eu vou.

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20 Re: *** RPG ***** em Sex Set 18, 2015 6:54 pm



Robert Lawrence – 17 anos

Não estava prestando atenção enquanto Harry olhava seu caderno, já que não se lembrava de um certo desenho que havia lá. Estava tudo bem até ouvir o loiro começar a falar. – Hum...? – virou-se para olha-lo enquanto falava. Arregalou os olhos ao ver em que desenho ele tinha parado. Ah, não... – Eu... – abaixou a cabeça, corando violentamente. Mal tinha feito um amigo e já tinha que responder aquela pergunta? Sabia que Harry não era do tipo de afastar de uma pessoa por causa da opção sexual dela, ou melhor, sentia isso... Mas mesmo assim tinha medo.
– Você não vai deixar de ser meu amigo, né? – apesar do nervosismo e do medo, esforçou-se para colocar um sorriso envergonhado no rosto. – Você disse que me aceitaria, certo? – coçou a nuca, não conseguindo deixar de corar.



Joshua Gail Ignition – 19 anos

Estava um pouco complicado para Joshua achar uma enfermaria sendo novato no colégio, será que o professor tinha pensado nisso antes de manda-lo levar o loiro desastrado na enfermaria?
– Você sabe onde fica a enfe... – virou-se para perguntar ao outro sobre o caminho, quando percebeu que a distância dos dois era consideravelmente grande devido a lentidão do menor. - ... – suspirou enquanto andava até ele – Temos que acelerar. – disse enquanto pegava o garoto no colo. As poucas pessoas ao redor os olharam como se fossem um casal, e mais surpresas ainda por serem dois garotos.
Josh não estava nem ligando, apenas queria achar logo a maldita enfermaria para deixa-lo lá e, de preferência, jogar-se em alguma cadeira. Não voltaria para aquele jogo, provavelmente seu time estaria perdendo e ele definitivamente não queria estar lá para presenciar isso.
Saiu abrindo as portas nos chutes – já que seus braços estavam ocupados – e desculpando-se quando acidentalmente abria a porta de uma sala de aula, até que achou a que queria.
– Finalmente! – suspirou de alívio, em seguida deitando o loiro numa maca. – O que é suposto que eu faça agora? – perguntou.

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21 Re: *** RPG ***** em Sex Set 18, 2015 9:40 pm



Harry Atwood — 18 anos
Ele continuava olhando para o desenho quando Robert começou a falar, provavelmente procurando um jeito para responder a pergunta. Fechou o caderno e então ouviu a questão do garoto, balançando a cabeça negativamente. — Eu não deixaria de ser seu amigo por nada nesse mundo — Sorriu, escutando à questão seguinte. — Rob, é claro que eu te aceito. Por que não aceitaria se sou igual à você? — Disse, deixando para ele entender que Harry também era homossexual. Era bom saber que Robert é como ele, assim ele não perderia o amigo tão fácil. A maioria dos garotos que falaram que eram "amigos" do loiro o abandonaram assim que souberam da sua opção sexual.  


Chris J. Laurent — 19 anos
O moreno já se encontrava à anos-luz na frente de Chris, mas o garoto pouco estava se importando. Já estava com o joelho machucado por causa dele, se estiver achando ruim a demora, lamentos. Percebeu que o garoto parou um pouco para olhar onde o loiro estava, e ao ver a distância, começou a se aproximar, dizendo que precisavam acelerar. — Não tenho culpa que você machucou meu joel...— Ele arregalou os olhos e corou um pouco quando o rapaz lhe pegou no colo, o que era aquilo agora? — EI, ME COLOQUE NO CHÃO, EU SEI ME VIRAR — Pedia, se sentindo cada vez mais envergonhado pelos olhares que as outras pessoas lançavam para os dois. Depois de um certo tempo, decidiu parar de tentar se livrar dos braços do garoto e esperar até que chegassem à enfermaria.
Demorou um bom tempo procurando o lugar, eles enfim acharam e o maior acabou largando Chris na maca, perguntando o que deveria fazer. Revirou os olhos e se sentou, olhando para o joelho que estava ralado e doendo. — Que tal ser útil e me arrumar algo pra eu passar aqui nesse machucado que você causou? — Sorriu falso — E procure um band-aid também, obrigado.

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22 Re: *** RPG ***** em Sab Set 19, 2015 12:27 am



Pietro R. Ulrich – 18 anos

Revirou os olhos com o comentário do moreno. Ele estava falando sério? Tinha acabado de desmaiar com a pancada e já queria levar outra? – Parece que você pede para apanhar. – respirou fundo para não ir até ele e fazer mais um estrago.
Jogou a cabeça para trás e fechou os olhos. Não estava acreditando que, logo no primeiro dia, teria que passar por isso. Era o karma, só podia.
Ouviu umas batidas na porta e estranhou, afinal, quem bate para entrar numa enfermaria? De qualquer jeito, levantou-se e foi até lá. Abriu a porta e revirou os olhos mais uma vez. Eram as mesmas garotas que estavam o espionando antes dele cobrir as janelas com lençóis. Puta que pariu.
“O que dois homens fazem sozinhos em uma enfermaria?” – uma teve a ousadia de perguntar, enquanto sorria maliciosamente.
Qual é...
Perguntava-se, aquilo era sério? Mesmo? Pareciam umas maníacas. – Não interessa. – respondeu seco, porém quando foi fechar a porta, a garota segurou-a.
“São coisas obscenas?” – perguntou. – Você é doente. – franziu o cenho, novamente tentando fechar a porta. Sem sucesso. – Olha, garota, se você não soltar essa merda agora eu faço você soltar. – ameaçou, sério.

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23 Re: *** RPG ***** em Sab Set 19, 2015 1:14 am



Jamie Armstrong — 17 anos
A garota estava calmamente passando pelos corredores enquanto matava aula quando viu uma cena na enfermaria que lhe chamou a atenção - Dois garotos, sozinhos, sendo que um estava sem camisa alguma. Uh, isso parece interessante, pensou, observando os dois pela janelinha. Logo uma garota se juntou à ela e as duas ficaram espionando.
Infelizmente, o garoto sem camisa notou a presença das duas e acabou cobrindo a janela com um dos lençóis. Sendo uma pessoa que não desiste fácil, era claro que ela não podia deixar de perder a cena, por isso tratou de bater a porta. Ela conversou com o rapaz por pouco tempo, mas ele quis fechar a porta. Sendo mais rápida, Jamie a segurou antes que ele batesse ela de vez na sua cara. — Calma lá, estressadinho — Ela riu, usando sua força para empurrar o garoto de lado e entrar na enfermaria. Puxou uma cadeira que tinha lá perto e se sentou, com as pernas cruzadas — Eu só quero admirar essa cena maravilhosa de dois garotos se pegando. Desculpe se eu atrapalhei, não foi minha intenção, mas podem voltar. Prometo que vou ficar quietinha. — Sorriu, esperando que o show começasse.

Travis McConnell — 19 anos
— É, acho que sim — Ele disse, com indiferença. Queria muito sair de lá e poder ir para um canto sozinho, onde ele poderia ligar seus fones de ouvido e esquecer de todos os otários que o cercavam, mas infelizmente estavam, aparentemente, sendo invadidos por garotas que gostavam de espionar pessoas na enfermaria. Ele estava de boas na sua maca, apenas esperando elas saírem quando viu uma menina entrar e se sentar numa das cadeiras, dizendo que queria ver dois garotos se pegando. Travis arregalou os olhos com aquilo, ela estava mesmo achando que ele e o outro estavam fazendo algo daquele tipo? — Não é nada disso q...— Então ele parou e pensou, dando um pequeno sorriso. Pietro parecia ter ficado incomodado com aquilo, por que não dar corda nessa brincadeira? Seria uma ótima vingança.
Ainda com aquele sorriso no rosto, ele foi caminhando até o maior, até estar próximo o suficiente. Para melhorar a encenação, colocou suas mãos no abdomen do rapaz, deslizando-as por todo seu tronco. — Não seja chato, amor. Se ela quer tanto ver, deixe-a. Só vamos terminar o que começamos — Ele mordeu o lábio inferior. Aquilo estava realmente divertido  



Última edição por sweetchemical em Sab Set 19, 2015 1:38 am, editado 1 vez(es)

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24 Re: *** RPG ***** em Sab Set 19, 2015 1:34 am



Pietro R. Ulrich – 18 anos

Encarou-a com raiva, não estava gostando da brincadeira. – Não... – iria falar que ela não podia entrar, mas a mesma entrou sem permissão. Respirou fundo, em busca de acalmar-se.
Doente. – foi o que pensou dela ao ouvir seu comentário. Ela realmente achava que Pietro iria estar agarrando um cara que mal conhece e já odeia? – Escuta aqui, se voc... – parou de falar e arregalou os olhos quando o moreno se aproximou e começou a passar as mãos pelo seu corpo sem permissão. Isso só o trazia lembranças.... Porém, não são lembranças boas. – Não me toque. – murmurou, afastando-se do outro. Agora tinha um olhar sério no rosto. Voltou a olhar para a garota dos cabelos coloridos – Se você está achando que nós fazemos algum tipo de casal, está completamente... – parou para pensar. Olhou para o nanico ao seu lado e percebeu o quanto ele estava tirando proveito daquilo. Não poderia deixar ele se sair por cima dessa. – Certa. – completou, aproximando-se novamente do pequeno, desta vez por trás. Segurou nas barras da jaqueta dele e começou a tira-la. – Está certo, amorzinho. Mas não podemos fazer isso com roupas. – sussurrou com a boca bem perto do ouvido do rapaz, em seguida dando-o uma leve mordiscada.

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25 Re: *** RPG ***** em Sab Set 19, 2015 1:53 am



Jamie Armstrong — 17 anos
Continuava sentada quando viu o garoto menor se aproximar do outro e começar a passar a mão no abdômen do rapaz. Colocou suas duas mãos na frente da boca para assim poder abafar um grito de entusiasmo. Oh, cara, isso está muito, muito interessante!, ela pensava, com um sorriso gigante no rosto. — Em todos esses anos que estive nessa escola este é, de fato, o melhor dia que já tive! — Riu fraco, se ajeitando na cadeira e observando a reação do outro, que de início pareceu não ter gostado, mas logo foi chegando por trás do pequeno e puxando a jaqueta dele. — Ai, tá até subindo uns coiso aqui — Ela disse, se abanando. Não sairia daquele lugar por nada.

Travis McConnell — 19 anos
Ele teve de segurar o riso, não só pelas falas da garota, que estava toda animada achando que aquilo era mesmo real, mas também pelo fato de que o irritadinho não havia gostado daquilo.
Franziu seu cenho quando ele foi para trás de si e começou a abaixar a sua jaqueta. Filho da puta, era pra ele ficar envergonhado e não entrar no meu joguinho!, pensou. Tinha que confessar que chegou a se arrepiar um pouco com o moreno sussurrando em seu ouvido e até mesmo o mordendo de leve, mas foi algo passageiro. Se virou rapidamente, com um sorriso falso no rosto, não só para que ele evitasse que terminasse de tirar sua jaqueta, mas também para que pudesse dar continuidade em seu plano. — Realmente... — Ele concordou com o que o outro havia dito, levando uma de suas mãos até a calça do garoto e a desabotoando. — Então tire-as logo — Completou, abrindo o zíper dela. Se você pensa que pode me passar por cima, está bem enganado. Esse é o meu jogo.

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